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Porcos


Infesta meu ar com seu ardo odor
Pegadas de lama em meu caminho
Se na iminência de uma necessidade
Ao seu lado considero-me sozinho.
 
Animal sujo e impiedoso
Enfarta-se nos restos rejeitados
Nada é lixo, tudo é luxo!
Pobre dos coitados, sempre humilhados.
 
Suja sua fêmea, a porca!
Farta de sua sujeira,
Busca um longo gozo imundo,
Em outra anca traseira.
 
De fome posso até morrer
Morte digna de um nobre
Tu vendes a alma ao diabo!
Nunca em vida será pobre.
 
Faca de ponta afiada, afiei
Encravo em seu coração, sem dó
Cifrões em sua última visão
Império reduzido a pó.

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Renato Alves
13/04/2013

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