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Dueto internacional - 42º Soraia e Bruno Dias.

[Ilustração não carregada]

A MÚSICA



Às vezes me sinto música. Sinto-me linda.
Claro! Uso as crases corretamente.
Insinuo uma vírgula sem interrogação.
Pra quê? Se eu exclamo a posição.
 
Sentes-te música, poesia lúdica,
Sem interpretação, não quero que penses,
Apenas que leias e que digas o que sentes.
Seja ela poesia erótica ou poesia pudica.
 
 
Então? Nada como ser um ponto e vírgula.
O traço serve para  união  ou contra  posição.
E o tom que escrevo é  sem noção. Apenas um tom,
Tipo o batom que uso agora para enfeitar meu rosto.
 
Com ou sem enfeites, é o amor que te regula,
Envio-te enfeites para a tua bela evolução,
 
Para juntar ao teu rosto e ao teu batom,
Envio-te mil beijos à face, usa-os a gosto.
 
Quanto gosto, tenho em decifrar o ponto.
Finalmente, eu paro para pensar nesse  ponto final,
É o meu mal achar que o travessão ainda existe.
Como uma pausa a multiplicar minha existência.
 
É apenas convenção, afinal não existe esse ponto.
 
Parar para pensar nele é no mínimo um sinal.
 
Que apesar do travessão o espírito ainda resiste,
E para provar que persiste, temos a ciência.
 
Assim a vida segue um rumo espetacular.
As músicas me servem como inspiração.
Ouço a melodia e faço verso, um ocular.
Creio que a dúvida não seria do meu coração.
 
Um rumo que nem todos querem observar,
Embrenhados nos desejos e na paixão,
Repetem o mesmo caminho sem reparar,
Que caminham apenas na ilusão.

 
Soraia e Bruno..

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É adorável trocar letras com o Bruno..
Temos uma sintonia bem feita..
Soraia entre mares

Ciganita
17/03/2012