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Estrela da Noite

[Ilustração não carregada]

 

Rara estrela da noite,

 tremula seu brilho

 e em meio à beleza,

 consegue ser a mais bela.

  

 Bela, como só sabem ser as musas.

 Emana na distância suas luzes,

 viajando lépida na abóbada celeste,

 distribuindo encanto em sua trilha.

  

 Céu de estrelas. Ali flutua suave,

 ganhando os olhares dos sonhadores,

 tornando-se ouvinte das suas esperanças,

 Ccnfidente a escutar tristezas e alegrias.

  

 Doa seu brilho aos melancólicos e aos ansiosos.

 Clareia as trevas do coração dos angustiados.

 Cheia de silêncio, seduz com seu brilho.

 É luz que só se vê no olhar de paixão de uma mulher.

  

 Promete ponderação, mas brinca com a loucura.

 Convoca os insanos, para depois lhes dar razão.

 Razão dos oníricos, perdida na imaginação, mas viva,

 na inspiração dos poetas e na abstração dos filósofos.

  

 Todo homem quer liberdade e posse,

 e a estrela não é de ninguém, e é de todos.

 Ensina o desprendimento, e o desapego.

 A liberdade é suave, e a posse passa ser leve.

  

 E nesse impulso, o sonho se sublima.

 O mundo cotidiano perde parte da graça.

 Semente de algo novo nasce no coração.

 Sereia do céu quer seduzir os poetas.

  

 Quer levar do mundo aqueles que são seus,

 mas o céu pode esperar, o céu tem que esperar,

 tem que aguardar os anos, esperar novo encontro,

 pois no chão da Terra se ganharão as asas para a eternidade.

  

 E os velhos anjos caídos

 não lutarão como o Jacó bíblico em seu sonho.

 Estarão vestidos de sua túnica celestial.

 Não morrerão jamais, pois terão descoberto a vida. 

 

 

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Gilberto Brandão Marcon
30/10/2011