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A espera de uma manhã...

[Ilustração não carregada]

 

 
Tua vida resplandece imutável
a cada amanhecer
anunciando-me o dia que, inquieto
 perscruta meu olhar
que vive absorto na espera de ti.
     
E você não vem, amor.
 
A emoção sonda-me a cada segundo
e multiplica-se à medida
que o sol se prepara para morrer.
O dia esvai-se lentamente.
Perder-te-ei? Pergunto aos ramos das árvores,
 que balançam
silenciosamente presas no espaço,
e miram-me, compadecidas,
exalando a minha dor.
Arragaida a ti, também estou eu.
E mais que isso!
Careço de ti para viver.
Necessito do teu sangue
com o meu,
em minhas veias,
para alcançar meu coração.
As horas passando rápidas,
doem demais.
Inexoravelmente, dois ecos perdidos ecoam
no precipício,
retornando ao fundo da minha consciência,
de modo dorido.
De repente, sinto-te perto. No âmago.
Toco-te assombrada, e encontro teu peito
apegado ao meu.
Estremeço,de amor,
e até isso dói,
nessa manhã
que teima em não nascer,
em nós.

 

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eugênia morais
24/10/2011

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