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No Limiar da Luz

Canto,meio ao encanto

Do encontro sublime

de minha profunda virtude

com meu pranto.


De beirar à margem da impossibilidade,

à mais perfeita felicidade

Separada de mim somente

por um entretanto.


Um vão vago, sem dimensão definida

Um abismo etério, eis minha ferida

ardendo em minh'alma atingida


Pela dor e pela alegria

Por conquistar o inconquistável,

De amar o odiável...

Consequência involuntária, mania.


Afugentado nessa liberdade ambígua

De elaborar, consciente, o meu mundo

Mas, minhas falas, porém, travam na língua

E o meu canto, então, soa mudo.

 

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Contemplo aquilo que parece me fornecer a maior das felicidades, mas há um entrave, um extremo que me divide
do alcance, que de tão perto, nem parece haver uma distância. Guarulhos-SP

Rodrigo Ferreira Santos
18/08/2011