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A visão da andorinha

 
Sinto uma brisa suave em meu rosto,
Vejo as árvores dançando diante de mim,
Ouço um cântico mais elevado que meu gosto,
Bato as asas feliz, pousando em um galho sem fim.


Conheço esse início cheio de melodia...
Na vida que tem ruas cheirosas e floridas,
Sorrisos e brilhos nos olhos dos os dias
E o cantar dos pássaros alegrando a vida.


Trabalha a formiga firme, elétrica e alegre
Da mesma forma os outros animais vivem,
Ouço a conversa das plantas totalmente entregues
Às maravilhas da natureza que breve vem.


As chuvas caem fortes e com raios terríveis
Os pássaros abrigam-se muito tranquilos
As formigas já tem alimentos dentro dos níveis
Com as proporções matemáticas e muito estilo...


As águas arrastam isso e aquilo,
Mas nem um animal foi pego desprevenido.
A chuva violenta é uma musica para o prevenido.
Lá do outro lado porém ouço algo esquisito...


Sai do abrigo e fui ver o que era aquilo
Eram os animais inteligentes, que não foram prudentes.
Tornaram o século mais quente e obstruíram praias e rios.
Entre os morros e os rios fizeram prédios elegantes.


Agora gritam por socorro e agente não entende.
Por que não estão seguros e felizes os dominadores?
Sei que seus produtos mataram muitos dos nossos habitantes.
Mas agora não há músicas, nem danças, nem o rufar dos tambores.

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JAIROLIVEIRA
31/01/2010