Site de Poesias

Menu

fractal

[Ilustração não carregada]

 
Deus, obrigado, em primeiro lugar,
Pela deferência, perceber que
Pensamento íntimo vale à pena.
Obrigado, Deus, por ver, na distância e profundidade.
Tenho que agradecer.
Embora toda ignorância.
Mais uma vez, noite, fui contemplado
Visão abrangente do universo.
Calei o que denominam de inteligência.
Não há como falar.
Nem devo.
Aonde vou, Deus?
Aonde vai sofrimento?
Minha alegria?
Rasgarei vestes, rosto, braços?
Por incapacidades, sucumbirei?
Orgulho, petulância, será lugar?
Agora, parla, Deus, do urso.
Avalanche soterrou sonhos em trinta metros de gelo?
Parla do esforço de salvar e não conseguir.
Grande útero do universo onde fostes gerados e também fui.
Parla, Deus, que há além de ti.
Parla desse teu olhar que ninguém quer ver.
Porque olhar, por mais que olhe, não vê?
Ventre em que fostes gerados,
Por momento apenas, gêmeo.
Auto geração. fecundação sideral?
Amar a ti mesmo, homem e mulher?
Deus é tudo, só existe Deus, tudo e em todo lugar,
Compreender esse amor e o panteísmo?
Quem procura quem?
Quem ama o quê?
Algo errado com compreensão de Deus.
Errado?
Hora de mudar?
Avançar?
Autoconhecimento de Deus.
Mais, quero sol.
Além sol,
Depois do sol,
Muito mais sol,
Mais que árvore da vida.
Além.
Quero origem.
Ontologia.
Cosmogonia.
Milagre do amanhecer.
Érika Rodrigues.
Elvis.
Nirvana, além.
 
 
 
 
 

 

Compartilhar

A reprodução do cósmico.

http://claysol13.files.wo... . Bag

Claudio Antunes Boucinha
13/11/2009