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Mais do que um mero poeta...

 

 

 

Um poeta, é mais que um poeta

é traço e destraço, é troço

É joça é rasgo, é literalmente atleta

É coisa empalhada é mais um negócio.

 

 

Uma poeta é trinta, é quarenta

Versos e outros poemas, é centena

Quer que quer o que sempre quer

 

Ai do dia em que o dia tenta

Esfragar na cara da noite plena

Que a escuridão é parte do que vier.

 

Quem me dera o que quero ter

Tivesse ainda as coisas tidas

que todos os outros tem e eu não

 

 

Quem me dera ser o querer

Ter pra sempre sensação sentida

Apesar de nunca ter, o que outros terão.

 

E apesar de tudo, e apesar de nada

Façamos de conta que não faça

Tentamos expressar com a fala calada

Reproduzir sentimentos em massa.

 

Sublimes sentimentos aguniantes

Fortemente tocante ao ser

Trata doidos e amantes

Como únicos quando a dor é de doer.

 

 

Cala a felicidade e emerge reflexão,

depressão, vício, surge suicídio

Desespero se apodera do seu pobre coração

Dor e mais dor, porque não foste fictício?

 

É de doer, como toda verdade

Mas, dor faz lucidar neurônios

Trás uma sensação de realidade

 

Amo muito minhas dores, são penetrantes

Sou mistura de cores, somos misturas misturadas

Sou poeta de uma inspiração não instalada.

 

Sou poeta de dores doídas, de felicidade sentida

Sou da alegria e da tristeza, mas com certeza

Sou alvo dos fuzileiros sociais na anti-natureza.

 

 

 

 

 

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Rodrigo Ferreira Santos
16/09/2009