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INCOTIDO DESEJO

Imagino o descortinar do teu corpo
Peça a peça jogada suavemente ao chão.
O rasgar do infinito que olhos nunca viram
Quebrando elementos da razão,
Negando suas verdades puras
Confirmando sua experimentação.

Sonhos loucos, abstratos, concretizados
Na curvas do teu corpo nu que desejo,
Ou ouvindo nossa música
Em forma de contínuo lampejo.
Paralisados altero a respiração,
Que me sufoca e funde-me o peito.

Corpo molhado, respigado, como orvalho em flor,
Cintila gotas em meu universo

Criando um mundo de esplendor.
Corpos se encontram, se misturam sobre a cama.
É teu jeito audaz de invadir, de possuir, é teu aroma;
Provocante instiga-me ao prazer, me inflama.
E antes que diga uma coisa louca,
Teus lábios sufocam a minha boca
Com sôfregos beijos sabor mel.

Aturdido estou em órbita,
Tua áurea me leva ao terceiro céu.
Minhas mãos me trazem à realidade
Com o cheio do macio aveludado de tua carne;
E como elegante e delicada gazela no cio,
Envolve-me, absorve-me, meu corpo arde.

Aprendo os primeiros passos do ato de amar.
Meus lábios percorrem teu corpo orvalhado
Pra cada centímetro do teu corpo sensual,
BEIJAR.



 


 

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Jeovan A. dos Santos
02/05/2009