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Alma necessitada

Em muitas vezes,
Um translúcido futuro que não imaginamos,
Toma tal nitidez que ao mesmo tempo se desfes.
Vida cheia de ódio, sem desfecho,
Coração avarento, sem apetrecho

A procura de ansejo,

E dele se refes.

Por esse ódio
Novos horizontes desabrocham em mim,
Que a neblina acobertava,
E com ela também, a dor, se alastrava,
Ao revés deste 
Minha alma se anela
A uma grande catadupa.

Vi correr em mim 
Uma grande equidade,
Que transformou minha alma,
De translúcida, 
Para uma ofegante nitidez de liberdade.

Não existe horizontes acobertados,

Mas sim motivos atrelados.
Tomo para mim ume ostentação
Que cobre toda imensidão.

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William Baptistella
17/08/2007