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Soneto do Tempo


Da nascente cintila uma lástima
Dimanando do bélico gentil
Regido as paixões, outrora lídima.
Ponderando ternura. Intáctil!
 
Das eras nasce uma flama cáustica
Visada por eterno mortal clima
Oculta, camuflada paixão rústica!
Que se esvai! Do túmulo acima.
 
Por ultravida morte e fulgor
Chamejavam em seus muitos pensares
O ódio e clemências duma dor
 
Imutáveis! Por vidas e desares.
Porém o fim chegou e majestoso
Translada a tormenta. Ocioso!

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Daniel Ramos
06/05/2018