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Soneto do relacionamento


Uma veemência candente medra dos confins
Destinada à mortalidade infindável de um ente
Submergida no ardor entre passagens e fins
Desbrava os cálices inconcussos que sente
 
Lindado em um perene abismo das cobiças
Pugna para sobreviver aos abissais presságios
Demuda as esfinges e as acidenta em justiças
Alegando assim a sensatez de distintos adágios
 
O caos aposta usurpar seu pensamento judicioso
Duvidas nascem em sua flama majestosa e bela
Mas aquele lume que medrara em seu imo ocioso
 
Prevalece em sua múmia se difundindo a lapela
Assim tudo serena na alma e o afeto vêm à tona
O ensejo e amor subjugam uma infindável maratona.
 

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Daniel Ramos
06/05/2018