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Olhos Mortos

Há fascínios misteriosos que nos atraem para a escuridão,

Porém, são encantos hipotéticos.

Enquanto brilha a luz, às trevas, somos céticos,

Mas quando chega a cegueira, o ego fica em devastação...

 

Retinas as quais sangram e vão escurecendo

Para nunca mais saborearem os brilhos e imagens...

Eu estou caminhando tal trilha, desviando das miragens

Da negridão suprema que em meus olhos vai crescendo...

 

O temor tão manso desta morte ocular que se aproxima

É como o súbito estocar da lâmina assassina

A qual vitima, desprevenidamente, os desavisados...

 

Olhos que ainda enxergam... Mas por quanto tempo?

Vão apodrecendo como a carniça que contemplo

Achando bela, posto que terei apenas os dons memorizados...

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Thiago da Silva Carbone
20/03/2018