Site de Poesias

Menu

SOLIDÃO, DÁ UM JEITO E VAI FICANDO!

 

Enquanto vivo no mundo,
Cercado de pessoas, cerca-me a solidão!
Que só a mim me procura e acha,
Me tendo como alvo em meio à multidão.
Derrama sobre mim, pesadas águas,
Trazendo à minha alma, soturna confusão.

Se a mim a vida fosse empírica e infinda
Como a outros imortais a razão,
Se a mim não me tivesse causado danos!
Se ao menos fosse, uma rosa em botão.
Mesmo em dores amarga e recorrentes,
Sempre seria a vida vivida, uma amarga solidão.

Se as insones noites fossem pequenas,
E as nuvens não trouxessem a escuridão,
Pensasse em coisas boas, talvez, me acalmasse,
Ainda que agonizando em solidão,
Pelo impingir de sofridos danos,
Me acalentaria alma, alguma paixão!

Durante o dia não fossem as nuvens escuras,
Brancas em mosaicos é que não são!
Quem dera fossem belas e ditosas
À chegada das tempestades e do forte do furacão,
Minha alma premida e angustiada,
Em desespero e confusão!

Ah, se foras tu, solidão, doce e serena.
E não apenas uma efêmera inspiração.
Se fosses tu não explicada, indescritível,
Como a morte e o tempo, o são!
Se foras bela cheirosa como as rosas,
De lindos pés, e pequenas mãos.

Não fosse tua presença tão lamuriosa,
Tristes como em dias de chuva, e trovão,
Fosses tu como som extraído do violino
Que geme e chora ao trazer-te solidão.
É o canto por mim sentido durante a vida.
Como nardo, ao meu coração!

Compartilhar

Em casa, tendo como companhia a solidão, ainda que não esteja sozinho. Abraços e obrigado a todos que curtirem e compartilharem. (Poesia protegida por lei se fizer uso, favor dar os créditos ao autor. Jeovam A. Dos Santos. Poema Sob licença creative commons. Você pode distribuir este poema, desde que: Atribua créditos ao seu autor. Distribua-o sob essa mesma licença.
Em 14/01/2018. Prado, Bahia, Brazil - Costa das Baleias

Jeovan A. dos Santos
14/01/2018