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Raso da Catarina

 

Fogão a lenha, umbuzeiros

Um bolo bom de fubá

E um descanso pra a mente

Como uma boa semente

É me lembrar de Sinhá

 

Nas águas do São Francisco

Vivo a me aventurar

Por um amor bem distante

Na solidão desse instante

Eu busco Deus, a orar

 

A mata branca, caatinga

É seca, sem chuva no chão

Mas esse sol me ilumina

No Raso da Catarina

Por onde andou Lampião 

 

Ganhei rugas prematuras

E sofro aqui no calor

Mas sei quem é meu vizinho

E isso abranda minha dor

 

 

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Silvestre Sobrinho
30/09/2017

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