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Quando

 
Quando enfim deparar-se com o amor, não seja breve, desfrute de sua companhia vagarosamente. Pois o tempo voa e o amor é apenas um eco no vazio.
 
Quando a vida lhe der um amigo, abrace-o forte, como se fosse a última vez. Pois a vida lhe concede com uma mão e apunha-la com a outra. As pessoas vêm, às vezes... Mas sempre e inevitavelmente, vão.
 
Quando a angústia e a ansiedade lhe fizerem presença, escute. Pois a angústia é apenas um sussurro do passado, e a ansiedade o grito que apregoa o futuro.
 
Quando sentir que a tristeza se aportou, sorria. Pois ela é como chuva de verão: intensa... mas passageira.
 

Mas por fim, quando a morte bater-lhe a porta, seja paciente. Pois ela em si é arauto, é o anúncio da transformação. É o tempo de deixar a carga de toda uma jornada, e aventurar-se em um novo desafio. 

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Vinicius Souza
18/09/2017