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Vestes para minha alma

O quão para ti soo-te romântico? 
Se, outrora fostes a vergonha
Ah, vergonha! Silencioso cântico
a despertar este homem que sonha

E eu sem jeito, sem peito, desfeito
Pude sentir, maravilhosa calma
O amparo a um homem imperfeito
Que sonha melodias para a alma

E o amor, este que não poupa
Nem o mais hipócrita dos homens
Fez-me despir, sem o menor pudor

Antes mesmo d'eu tirar a roupa
Vi-me desnudo até de meus três nomes
Para cobrir-me daquela que me despertou

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Uma dedicatória a minha amada esposa. Jaraguá-SP

Rodrigo Ferreira Santos
23/08/2017