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O Velho

De chapéu e bengala na mão
Ele anda devagar pela rua
Sentando no ponto 
A espera do trem

Que nunca vem

E fica a observar
Fala rápido
Para todos e ninguém
Muitos andando na sua frente
Apresados
Ninguém parece lhe notar
E quem nota, finge
Com medo da velhice do homem
De fala rápida
Porém, não há mentira
Tudo tem nexo
É o mundo que está decrépito
Não o homem velho

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um senhor que vi no ponto... Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
19/08/2017

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