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O triste fim de uma poeta que vai perdendo o olhar

Onde era tudo claro
Um borrão cortou
E toda vez que eu olho
Para os lados
Claro nada há
Tudo apagão formou
 
É esse fantasma que veio me perturbar
Meus sonhos, meus escritos, minha rima, meu olhar
Palavras apenas
Mente perturbada, insegura
Que a tudo contaminou
 
Minha pena agora vai rala
Arranha, rasga
A tinta tão cara
Bolsos furados em mim se tornou
 
Perdi o dom da reza
A ladainha vai sem rima
O terno em desalinho
A meia saindo aos poucos
Toda a linha
 
Como um trem desgovernado
Sem freio sem nada
São tantas as metáforas
Que cansaço o poema
Que vai ficando grande e inacabado
 
Triste fim da poetisa
Empatia perdida
Nesse seu divagar
poema

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Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
29/04/2017

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