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ESPELHADO

O poeta maquia a verdade
E, com tanto primor, o faz,
Que transforma a realidade...
A dor em amor... A loucura em paz...
 
O poeta ensimesmado,
Sobre a folha branca e virginal,
Chora versos desfolhados,
Dum amor puro e imortal.
 
E canta a beleza e o benquerer...
E enxuga as lágrimas do sofrer...
E faz sonhar a alma de toda gente.
 
E esconde tão fundo a própria amargura...
A solidão... A tristeza... A desventura...
Que diz o que não pensa, ri do que não sente.

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Mônica Gomes
20/03/2017