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MÃOS CALOSAS

MÃOS CALOSAS


Começava na roça cedo o dia,

A tanger as reses p'ro curral

A braquiara cortada, do jirau,

Mais o milho da tunha ele trazia.


De sol a sol, a enxada alto brandia

Abrindo covas fundas no quiabal.

Tirava após sementes do embornal

Para as semear em hora já tardia.


Lá pelo lusco-fusco, bem cansado,

N'um degrau do alpendre recostado

Procura palha e fumo em meio aos grãos.


Olha os calos que tem em cada palma

E enxerga bem ali na noite calma

Uma história contada pelas mãos.


Sobrália - 13 12 1998

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RicardoC
17/03/2017

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