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Às minhas amadas crias

 
 
 
Poesia, minha amiga e companheira
Deixe-me dizer-lhe algumas palavras,
Porque até agora só você disse tudo
Não te censuro, nem quero que te cales, nunca!
Mas lembro-me bem dos tempos em que me pegastes
Pela mão, se dizendo apenas amiga
Caminhamos juntos por longos momentos,
E um dia você me largou...
E tomou-me pelo coração.
Não reclamo de nossa paixão. Pelo contrário,
gostaria de vivenciá-la novamente
Sei que amadurecemos o nosso sentimento
E agora o amor é quem nos une.
Também sei que não há sentimento mais importante.
Mas sinto falta da nossa paixão!
 
Você me ensinou a amar o espinho e a respeitar a rosa; a guardar no meu coração uma porta fechada de um lado para o mundo e aberta do outro a um universo próprio de amor. Também abriu os porões de um coração e soltou quem os guardava loucamente, lobos sedentos de vida!
 
Ouça-me, amada poesia:
O nosso corpo
Era terra sob o sol causticante
E ele jamais se contentava em limites ultrapassados
Éramos apenas um!
Então “Ensina-me” sobre a tua paixão
Deixe as “Folhas Secas” no chão
E ajude-me
A cuidar do meu coração
Como cuidas de “Uma Casa na Montanha”
 
Olhe com carinho para o “Cantinho da Poesia”
Com a serenidade que me expôs “A Canção do Lago”
 
Que “A Morte da Esperança” nunca ultrapasse os limites dessa poesia
E que “A Lágrima Mais Triste”, “Por Um Momento”, seja apenas como um “Lamento”.
 
“ No Calor do Teu Abraço”, “Entre Sons e Silêncio”, “Sempre Você”, cara poesia
 
Afasta a “A Tristeza”, “A Tua Lembrança”, E “A Tua Chegada”, à “Solidão”
Tira-me o “Desassossego” e “Deixe-me Sonhar”
Que os teus “Caminhos” permitam-me viver as minhas “Essenciais Bobagens”
E que “A Bela Menina” fique sempre “Presa às Paixões”
 
“Fim”
 

 
Juarez Florintino Dias Filho
 
 

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Juarez Florintino Dias Filho
28/02/2017

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