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Transitoriedade

A ausência é em um só tempo 

Uma substância que esboroa 

Uma distância que agiganta 

 

Devagar tira da mente da pessoa

O outro de quem a saudade era tanta

No outro, avolumam as lembranças. 

 

Mas isso se deve à  transitóriedade

Em que se situa a vida terrena

Ora, o seré a razão da felicidade 

Ora,  já nem se sabe se vale a cena.

 

Como os astros no firmamento 

Há um instável bailar

De sonhos e pensamentos

Que sublima a imagem no olhar.

 

Embora a ausência faça descolorir

O meu retrato de teu olhar

E transforme em ruído minha fala

 

És o lúdico de meu sorrir

E nada  poderá sublimar

Em mim tua essência rara.

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Cid Rodrigues Rubelita
26/02/2017