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Enfim

Sentada de lado há tempos
Quieta com folhas amareladas pelo tempo
Um caderno gasto da mãe amada
Com letras belamente ornadas
As poesias e dizeres
Entravam pelos seus olhos era pequena
Eles brilhavam
Mas não eram ali somente
Que seu coração vibrava
Nem mesmo seu olhar já não mais tão dormente
Havia um livro de capa perolada
Ali lia os poetas brasileiros consagrados
E nunca em sua vida naquele momento
Pensava em ser como eles
Mas os dizeres nela para sempre
Seriam marcados
Como ferro em brasa
E isso foi à poesia
Uma brasa maravilhosa marcada
Somente acordada na hora determinada
Juntando tudo e vários conhecimentos
Sua mão liberta, pelo que via seus olhos
Como os grandes poetas e artistas por ela
Amados
Admirados
Assim foi o papel
Nele tudo registrado
Era enfim poeta
De alma lavada
Pois ser poeta
É ser um ser abençoado
Obrigada
Ao universo
Ao senhor
Amado

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Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
20/09/2016

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