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A caneca branca

Era dos meus tempos de criança
Era dos meus tempos de jovem quase adulta
Na ajuda da lida do dia a dia do pai que sofria
E na época mal enxergava a magreza que só mais tarde viu ele e a irmã em uma fotografia
Ganhava uma ajuda, 50 reais por mês que valeram três livros na livraria
Da sua escritora preferida, que lhe deu o gosto da leitura por toda a sua vida
Depois um homem sagaz lhe roubou o mesmo valor
Era como estar ao Sol, com ele ardendo no rosto e cegando sua visão
Era inocente e o homem ladrão, saiu com o dobro na mão
Ficou desanimada de supetão ao saber a verdade e foi seu pai que alertou, aborrecido, o acontecido, a esperteza do homem diante de sua fragilidade e mãos rápidas de um ladrão
O homem fingiu ter pagado a quantia e requereu à nota que na verdade nunca lhe havia dado, apenas mostrado e outra foi lhe dava de bom grado a inocência de uma criança, pois foi tudo muito rápido
Desde então resolveu que sem salário deveria não merecer, pois seu erro poderia de novo se arremeter
E como chicote da consciência não queria padecer
E a caneca branca guardada 
Usada
Hoje
Bateu na lembrança
Para nunca se esquecer

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Meus tempos em São José do Rio Preto - São Paulo, onde meu pai tinha um bar e eu ali ajudava, ganhando uma quantia em dinheiro de 50 reais, época do real e onde devia ter entorno de 14 anos. Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
07/09/2016

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