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A rainha do meu trono.

Quando eu te conheci uma luz se acendeu,
Brilhou, cresceu,
E feito um bater de asas
Desapareceu.

 

Enchi meus olhos de luz,
Meu coração se encheu de alegria,
Da noite me entreguei ao dia,
À luz que me conduz,

 

Mas como um cão abandonado,
Fui deixado de lado,
Até o mais profundo silêncio,

 

À ausência das palavras,
Dos gestos, e as asas
Foram cortadas sem prenúncio.

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Volto à minha solidão,
Fiel e estranha companheira,
Necessária, sorrateira,
Demasiada amplidão;

 

Com a mão esquerda acolhe,
Com a direita fere;
Não há nada que se espere,
Nem que se renove,

 

Sua presença é vazia;
Imensa, mas asfixia,
Durmo sem sono.

 

Eu bem sei quão bom seria,
Se fosse minha companhia
A rainha do meu trono.

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A cada dia que passa,
Ainda sinto a ferida
Aberta, enlanguescida,
Onde uma lança transpassa,

 

Pois não ficou a sensação
De calor, de verão,
Nem as alegres cores
E perfumes de suas flores

 

Que via em teus cabelos,
Sentia em teu cheiro,
E aquecia-me em teu sorriso,

 

Destas cinzas me refaço - ou me integro
Pois algo morreu - eterno
Até o fim dos meus brios.

 

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Ricardo Lemos
24/08/2016

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