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Para quando tu voltares

Por ora, à distância, eu me espelho
Na desenvoltura das árvores no outono,
Desnudas do belo ante a um rigoroso inverno:
Sem folhas, flores, frutos e enganos.
 
Por ora, comporto-me como vida embrionária,
Ainda na incipiente fase de nidação;
Emoldurando-se à fase extraordinária.
Por enquanto o íntimo da vida em ebulição.
 
Para os tempos vindouros, guardo meu enlevo;
E em caixinhas de esperança, o arco-íris,
Num ramalhete para quando tu voltares.
 
O bailado da felicidade em nossos olhares,
Sob o luar perfumado de auroras primaveris
E os cachos dourados de teus cabelos.

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Cid Rodrigues Rubelita
21/06/2016