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Pequeno cordel - "Convite"

Através de um método nordestino
Vou tentar me expressar,
Nenhum de nós sabe seu destino,
Mas sempre estamos a planejar.
São sete linhas escritas,
Algumas combinações de rimas,
E infindas possibilidades a se explanar.

A primeira linha rima com a terceira,
A quarta com a segunda,
A quinta com a sexta - de qualquer maneira!
A sétima volta à quarta, e fecunda
Aos poucos, profundas sagas,
Sábias palavras, palavras vagas,
E navega difusa ...

Sorte do cantador que improvisa cantando,
Nem todo catingueiro é vaqueiro
E nem todo vaqueiro é candango:
- Palavras são setas na aljava do arqueiro!
Me apraz suas mãos curiosas,
Emudece-me suas curvas sinuosas,
Deleito-me à sombra de um Salgueiro ...

E navegando pelos sons do nordeste,
Pego emprestado um pedacinho do Céu
Das danças e rimas deste povo alegre,
Cantadas nas divinas literaturas de cordel,
Só para te dizer o quanto te quero
Em um lugar aconchegante, espero,
Pois não sinto forte tesão em m(h)otel.

 

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Ricardo Lemos
12/01/2016

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