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Quem, pois?

Quem pôs teu olho no céu da noite?
Que pr'onde eu olho, teu olho enxergo,
E eu perco o rumo de encontro à sorte
De em teu olhar ver o amor, que é cego
E vê mais longe.

Quem pôs teu nome na voz do vento?
Que meio canta, e meio assobia,
Da tua graça em deslumbramento:
Por onde passa, faz sinfonia.
Que atrevimento!

Quem pôs teu cheiro no olor das flores
E inebriou-me de tal fragrância,
Tal sutileza, e tão várias cores,
Que teu perfume constrói lembranças
E inspira amores?

Quem pôs tuas curvas no afã do sonho,
Nos meus delírios da madrugada?
Lá, de tuas formas tudo é rascunho,
Esboço, e sombra desfigurada
Do amor tamanho!...

Quem pôs meu tudo no teu sorriso,
Que é noite e sonho, que é vento e flor?
Quem pôs em ti todo o meu motivo,
Me fez disposto a morrer do amor
Pelo qual vivo...

Quem pôs?

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Para a esposa.

Ederson Peka
24/04/2015