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Morada do Amor

[Ilustração não carregada]

 Suave anjo consolador
 que ameniza-me a existência.
 Ninho onde repouso o meu ser,
 quero ser a morada do teu também.
 Dona da fé,
 espanta a amargura do coração
 ferido pelas dúvidas.
 E em teus olhos
 haverei de ver o infinito
 e nos meus o verá refletido.
 Eterna lembrança de delicadeza
 que faz a força respeitar a beleza.
 Flor encantada de meu jardim.
 Etérea ninfa,
 uma fada resplandecendo em luz.
 Emana de tua aura
 o perfume que me acalma.
 O amor estará em nós
 e tendo a tudo seremos desapegados.
 Não teremos os limites
 e estaremos em tudo,
 abrigados nas auroras,
 visitando os crepúsculos
 onde enamoram-se
 os dias com as noites.
 Almas leves, descobriremos
 as trilhas ocultas
 que levam às estrelas.
 E o tempo haverá de abandonar
 o horário e o destino será liberto.
 Que nos dias da eternidade
 nossos corações batam cadenciados.
 Que reunidos formemos
 um só ser fecundado
 por nossas individualidades.
 E seremos efetivamente dois,
 mas agiremos apenas
 como um só ser.
 Pacificados com as efemeridades
 haveremos de ser livres na eternidade.

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Gilberto Brandão Marcon
22/02/2015