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Sonho de Liberdade

[Ilustração não carregada]


 
 Haverá tempo em


 que rirei de minhas lágrimas.


 Quem sabe neste dia


 minha compaixão


 já seja maior do que meu orgulho.


 Quem sabe adquira auto-estima


 que não se alimente de egoísmo,


 tendo sensata segurança


 que permita a tranquilidade


 de não ser arrogante.


 Não há por que


 não alimentar este sonho,


 pois se sonhar não é virtude,


 também não é pecado.


 Certo é que sonhar


 alimenta, de alguma forma,


 a esperança e mantê-la viva


 é fertilizar a própria aridez.


 Por isso espero conseguir


 um dia renunciar


 à disputa e à competição,


 sem cobrar-me depois.


 Tenho fé que um dia,


 voltando as costas


 para os desafios estúpidos,


 não me sinta frágil ou vulnerável.


 Quero crer que no futuro


 reduzirei minha sensibilidade


 à mágoa, desarmando


 a armadilha da humilhação.


 Acredito que haverá dia


 em que, ao não me vingar


 da ofensa sofrida,


 isso não faça sentir-me tolo.


 Nesse dia darei a outra face,


 não por ser fraco,


 mas por ter força de suportar,


 por ser leal à sabedoria.


 Pressinto que isto poderá


 trazer-me profunda solidão,


 mas quem sabe este


 seja o meio para desvendar


 os caminhos da alma.


 Descobrirei a grande lição


 que ensina que acima


 do dever do servo


 está a consciência do filho.


 Pois que o Criador não deseja servos


 para nutrir seus caprichos,


 mas filhos para dividir a criação.

 

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Gilberto Brandão Marcon
20/10/2014