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Os dois, uma história

Ele a conheceu em circunstâncias normais. Na festa junina da empresa em que ele trabalhava. Na qual, ela fora convidada por uma amiga em comum. Tudo normal.
Ele não havia levado sua namorada, o que de fato, foi muito bom, pois seu relacionamento já estava com a validade vencida. Ele e ela conversavam muito. Ela ria de suas brincadeiras despretensiosas, embora, ainda estava magoada com seu relacionamento anterior, fechando algumas feridas. Ele desanimado com seu namoro.  Mas nenhum dos dois tocou nesse assunto pessoal.
Trocaram olhares, risadas, ideias. Até que num dia ele a adicionou em sua rede social. Iniciava-se então, uma nova etapa em suas vidas, claro, sem se darem conta disso. Esporadicamente conversavam por lá. Quase sempre de assuntos da vida cotidiana. Ás vezes música, poesia e mais brincadeiras. Ele com seu humor sempre aflorado. Alguns meses se passaram, e as conversas que antes esporádicas, já eram periódicas. E foram ficando mais frequentes, e frequentes e mais frequentes. A essa altura ele não namorava mais. Ela já havia se livrado do fato de estar sozinha.  
Foi quando uma centelha de vontade começou a surgir. Da parte dele, e da parte dela modestamente.
Até que numa conversa sobre chocolate branco, uma “deixa” pairou no ar. E ele, nem bobo nem nada, a convidou para sair. Da qual, o motivo seria a entrega do chocolate. Que por sinal, é o que ele mais gosta também.
Numa noite de sábado marcaram um cinema. Ele nervoso por querer agradar. Ela falante como sempre foi. O filme Sherlock Holmes na tela. Os olhos dos dois voltados para frente. Estavam acrescidos de cautela em suas ações e reações. Elementar que não seria ali o primeiro beijo. Vez ou outra trocavam olhares durante o filme. A essa altura a atenção era o que menos importava.
Fim do filme hora de ir embora. Embora ele doido de vontade de beijá-la. Conteve-se. Ela admirou sua atitude de respeito. No caminho pensava: devo beijá-la ou não devo beijá-la, devo beijá-la ou não devo beijá-la. O portão do condomínio dela apareceu. Ele a deixou em sua casa com um beijo no rosto. Foi se distanciando e se lamentando por não ter tentado o beijo na boca. Ela ao mesmo tempo se perguntando como seria o beijo dele. Sem perceberem que isso foi o combustível para um novo encontro. Que demorou para acontecer. Mais precisamente duas semanas. Ela achou que ele havia desistido de procurá-la. Quando uma mensagem dele surgiu no celular dela perguntando quando seria o novo encontro. A chama dentro dela reacendeu.
Agora sim, munidos de vontade, o beijo aconteceu. Longo como deveria ser. Lento como eles queriam que fosse. Ele sentiu flutuar. Ela ouviu sinos badalarem. Aquele restaurante de comida japonesa com baixa luz serviu muito bem de cenário para o novo casal. Mesmo a comida não sendo a preferida dele, manteve-se firme. Afinal, desapontá-la era tudo o que ele não queria. Na dúvida, põe Shoyo. Pelo menos da um sabor. Esse conselho ele tinha ouvido de algum amigo, ou de algum louco.
Os dias passaram e eles estavam cada vez mais próximos. Ele seguro de seu desejo de ficar com ela. E ela prudente com medo de se entregar. Talvez por ter sofrido muito em relacionamentos passados. Não foi preciso insistência, as coisas foram fluindo entre os dois.
O tempo passou e o relacionamento entre eles se fortificou. Hoje ele não vive sem ela, e ela sem ele. Maduros por terem vividos muitas experiências. Ele a ama e respeita, ela o ama e respeita.

 
Agora fazem planos para o futuro, o casamento é parte integrante. É um ciclo de coisas naturais. Tudo que faz um casal que se ama e se completa em circunstâncias normais...

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Carlos Eduardo Fajardo
02/09/2014

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